quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
No IX Congresso das CC.OO de Extremadura
Participei ontem, dia 13-12-2012, em Mérida, no IX Congresso da União Regional das CC.OO. de Extremadura e intervi, a convite do Presidente do Congresso na sessão inaugural.
Essa honra foi igualmente concedida a mais dos inúmeros convidados presentes: Leonor Nogales do Ayuntamento de Mérida, Pedro Escobar - Coordenador Regional de Isquierda Unida, Guilhermo Vara - Secretário Geral do PSOE de Extremadura, Francisco Pinilla - Secretário Geral da UGT Extremenha, Ignácio Fernandez Toxo - Secretário Geral das CC. OO e José António Monago - Presidente do Governo Regional.

Saudação ao
IX Congresso das CCOO de Extremadura
Proferida
por Diogo Serra em Mérida, 2012-12-13
Saúdo, em nome da CGTP/Alentejo os delegados e delegadas ao
vosso Congresso e por vosso intermédio, todos e todas que a uma só voz se têm
batido por toda a Extremadura contra os que nos governos autonómico e nacional,
na Comissão Europeia ou escondidos por detrás dos chamados mercados, têm
procurado retirar direitos sociais, destruído o emprego, generalizar a pobreza
e fragilizar a democracia.
Caros e Caras delegados e delegadas. Estimados/as
Convidados/as.
Permitam uma breve nota sobre a situação vivida na minha região
e no meu país.
Em Portugal e em particular no Alentejo vivem-se, como aqui,
dias de grande dificuldade face às politicas que nos estão a ser impostas pelos
que no país se assumem como capatazes do capitalismo internacional e procuram a
pretexto da crise que eles próprios provocaram proceder ao “acerto de contas”
com a Revolução de Abril.
Um ano e meio depois de terem tomado posse e após inúmeras
malfeitorias o governo central e a maioria de direita que o apoia fizeram
aprovar um Orçamento de Estado que está objectivamente fora da Lei.
Um Orçamento de Estado claramente inconstitucional porque
esmaga os rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas e deixa incólumes os
rendimentos do capital.
- Inconstitucional porque impõe uma sobretaxa aos rendimentos do trabalho, enquanto isenta da mesma outros rendimentos, nomeadamente os patrimoniais.
- Inconstitucional porque mantém o roubo dos subsídios que o Tribunal Constitucional já declarou ser ilegal,
- Inconstitucional porque aposta na destruição do Serviço Nacional de Saúde universal e tendencialmente gratuito, porque quer impor a destruição da Escola Pública de qualidade e acabar com o ensino publico universal e gratuito.
- Inconstitucional porque aposta no desmantelar do Poder Local Democrático.
- Inconstitucional porque ataca claramente as fundações do Estado Democrático ao reduzir drasticamente as funções sociais do Estado e em alienar instrumentos fundamentais para a soberania nacional passando para o capital privado e estrangeiro empresas e serviços fundamentais.
Caras delegadas, Caros delegados, estimados convidados.
Num tempo em que os ventos do retrocesso percorrem a Europa
e com maior intensidade os países do sul, onde se inserem as nossas regiões
verifica-se que a imposição de mais sacrifícios à classe trabalhadora e outras
camadas desfavorecidas só pode ser travada com a luta persistente e abnegada
dos trabalhadores e trabalhadoras.
Tem sido assim ao longo de todo o ano num e noutro lado da
fronteira politica que durante séculos separou extremenhos e alentejanos.
As dezenas de manifestações e protestos que têm inundado
ruas e avenidas das principais cidades da Euro Região, as Greves Gerais que
cumprimos e em particular a Greve Geral de 14 de Novembro com toda a carga
simbólica de ter sido a primeira de dimensão ibérica aí estão a mostrar que os
trabalhadores e o seu movimento sindical não se rendem.
No lado português tem sido a CGTP-IN a assumir a resistência
às malfeitorias que os capatazes do capital internacional tem procurado
impor-nos.
Ontem mesmo, o governo avançou com mais uma malfeitoria,
procurando impor a passagem das indemnizações por despedimento para apenas 12
dias por ano de trabalho e num máximo de 12 anos. Mais uma a juntar a muitas
outras.
Num ano em que os Alentejanos assinalam o centenário da primeira greve
geral por solidariedade com a luta dos rurais e os cinquenta anos da conquista
da jornada de oito horas nos campos o governo procura retirar direitos,
aumentar a carga horária, esmagar os salários e trocar direitos por medidas
caritativas.
Todas as malfeitorias vêm embrulhadas no fatalismo da
necessidade de obedecer às imposições da troika estrangeira como se Portugal e
os portugueses estivessem condenados à submissão e colonização financeira do
FMI, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia.
Para a CGTP-IN a submissão não pode ser o caminho. É preciso
pôr termo à política da especulação, da agiotagem e da chantagem.
É preciso renegociar a dívida, alargar os prazos para a
redução do défice e pôr o BCE a emprestar dinheiro aos Estados, para pôr termo
ao fomento da especulação financeira;
É preciso investir na produção nacional para criar riqueza e
emprego, reduzir as importações e a dívida;
É preciso taxar o capital, as transacções nos mercados
financeiros, os dividendos e as mais valias e atacar a fraude e a evasão fiscal;
É preciso por termo à cartelização dos lobbies da energia,
dos combustíveis e das comunicações, que exploram as famílias e as empresas,
para aumentar os lucros dos grandes accionistas.
É preciso acabar com os benefícios e isenções fiscais aos
grandes grupos económicos e financeiros e com a rapina das PPP ao erário
público.
Lá, como cá, os trabalhadores e os seus sindicatos cumprem o
seu papel. Resistem e lutam, propõem alternativas e soluções.
Lá como cá, é preciso construir alternativas a estas políticas
e aos governos que as impõem.
E para isso, lá como cá, compete às forças políticas trabalharem e lutarem para que tal seja possível no mais curto prazo.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Há futuro?
Há futuro?
A greve geral
de dia 14 de Novembro que a CGTP-in convocou e foi cumprida por muitos milhares
de trabalhadores por todo o país, em todos os sectores de actividade, foi um
momento alto da luta contra as políticas e o governo que a mando de interesses
estrangeiros está a destruir a economia portuguesa e a impor o empobrecimento
acelerado das populações e do país.
Foi
também um momento de viragem na percepção do que está em causa com as politicas
e as birras que o governo vem assumido e, principalmente, de que há caminhos
alternativos ao roubo organizado aos rendimentos das famílias e aos direitos
dos trabalhadores e das populações.
Mesmo em regiões como a nossa, onde a dimensão
dos ataques costuma superar a nossa capacidade de reacção, foi possível colocar
na opinião pública a existência de alternativas às políticas prosseguidas ao
longo de décadas e agora brutalmente intensificadas.
Digamos que também aqui, os trabalhadores e as
suas organizações de classe, cumpriram com as suas responsabilidades mas, como
todos verificamos isso não é suficiente.
Em
regiões como a nossa onde a ação política dos governos, deste e dos que o
antecederam com políticas parecidas, tem vindo a desmantelar a nossa capacidade
produtiva e a destruir empregos, a encerrar os serviços públicos e a impor-nos
o mais completo isolamento, é preciso que outras camadas da população assumam a
necessidade de irem, também, ao combate.
O
tempo que vivemos é um tempo de ação. Agora já não há mais tempo de fingir que
não vemos, nem ouvimos e muito menos para continuarmos a eleger como inimigos
os que são efectivamente os nossos aliados e a considerar amigos os que são, efetivamente,
os carrascos das nossas condições de vida e de trabalho.
Hoje, no nosso
distrito e na nossa cidade, ninguém pode continuar a fingir que não percebe que
se continuarmos a deixar que nos roubem o salário e nos atirem para o
desemprego, aos vinte e sete estabelecimentos comerciais já encerrados na rua
do Comércio, juntar-se-ão muito mais.
Hoje, no nosso
distrito e na nossa cidade, ninguém pode continuar a fingir que não percebe que
se continuarmos a assobiar para o lado o nosso IPP encerrará nem que seja por
falta de alunos, que ao Hotel de S. Mamede, ao Restaurante do Castelo, à
Fabrica de Bolos do Alentejo e a tantos outros, juntar-se-ão muitos mais.
Hoje no nosso
distrito e na nossa cidade, ninguém pode fingir que não percebe que é a cidade
e o distrito que estão em risco de continuarem a ter vida se permitirmos que
continuem a encerrar serviços como já encerraram dezenas de escolas e centros
de saúde, se aceitarmos o desmantelamento do serviço de transporte
ferroviários, se deixarmos que continue o ataque ao poder local democrático,
começando pelas freguesias mas visando os próprios municípios.
Faço parte daqueles
que acreditam que o país e o distrito têm em futuro. Mas esse
futuro só será possível se outros sectores seguirem o exemplo dos trabalhadores
e da sua central sindical e se disponibilizarem para passar do queixume à ação.
Se todos e todas passarmos a uma posição de proposta e de combate.
Não vão
faltar, infelizmente, motivos e ocasião para nos encontrarmos em novas
batalhas!
Diogo Serra
(publicado no Jornal Alto
Alentejo de 5/12/2012domingo, 25 de novembro de 2012
As CC.OO de extremadura realizam nos próximos dias 13 e 14 de Dezembro o seu 9º Congresso numa unidade hoteleira em Mérida.
Neste Congresso em que o actual Secretário-Geral se apresentará para cumprir mais um mandato, estarão presentes as diferentes organizações territoriais e federais de CC.OO, uma muito ampla representação institucional, social e politica e contará com a presença do Secretário Geral das CC.OO de Espanha Ignacio Fernández Toxo.
A CGTP-IN Alentejo estará presente e eu próprio intervirei na sessão inaugural do Congresso conforme convite expresso por Julián Carretero -Secretário - Geral das CC.OO de Extremadura.
sábado, 17 de novembro de 2012
Contra a exploração e o
empobrecimento
GREVE GERAL
A
Greve Geral está a ser cumprida em todos os concelhos do Norte Alentejano
atingindo níveis de adesão superiores aos verificados na última greve geral
realizada em Março deste ano.
Os
números já disponíveis apontam para uma adesão na ordem dos 72% no distrito de
Portalegre atingindo números muito significativos nos diferentes sectores de
actividade:
Saúde
72%
Ensino 71%
Administração
Local 82%
Recolha
e Tratamento de
Resíduos
90%
Justiça 77%
Aeronáutica 38%
Em
muitas empresas e serviços a taxas de adesão elevadíssimas levaram ao seu
encerramento como são exemplo:
Estabelecimentos de ensino
EBI/JI do
Atalaião, Portalegre; Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide; Secundária de
Campo Maior; Escola BI dos Fortios, Escola Básica das Carreiras; EBI/JI da Boa
Fé, Elvas; EBI/JI Alcáçovas, Elvas; EBI Cooperativa, de Campo Maior.
Recolha e tratamento
de Lixo
Não houve recolha
em: Alter, Avis, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Nisa, Ponte Sôr.
Tribunais com forte adesão: Elvas – 77%; Nisa – 20%; Ponte de
Sôr – 85%, Portalegre – comarca – 50%; Portalegre MP –
25%.
A USNA/cgtp-in
saúda os dirigentes, activistas e piquetes que construíram a Greve Geral. Os
Trabalhadores e trabalhadoras que com grande coragem e sacrifício a cumpriram,
toda a população do distrito e os que demonstraram a sua solidariedade com a
luta desencadeada.
Viva
a Greve Geral!
Portalegre,
2012-11-14
A
Comissão Executiva da USNA/cgtp-in
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
SAUDAÇÃO AOS TRABALHADORES E
POPULAÇÃO DO NORTE ALENTEJANO
A Direcção Regional da USNA/cgtp-in saúda todos e todas que
ultrapassando as enormes pressões que lhes foram colocadas em cada local de
trabalho e os constrangimentos pela perda financeira que significou a sua
adesão, decidiram vir ao combate e aderir à Greve Geral.
A Direcção Regional da USNA/cgtp-in apela aos trabalhadores
e à população para que prossigam a luta contra esta ofensiva brutal que
pretende retirar direitos, reduzir salários e pensões, piorar de forma brutal
as condições de trabalho e de vida para quantos persistem em querer continuar a
viver no Norte Alentejano. Uma ofensiva assente em políticas cujo objectivo
principal é impor-nos um enorme retrocesso social e civilizacional bem expresso
na proposta de Orçamento de Estado em discussão na Assembleia da Republica.
A Direcção Regional da USNA/cgtp-in apela aos trabalhadores
e trabalhadoras do distrito que lutem pela manutenção dos direitos conquistados
pela luta corajosa de gerações de trabalhadores e pelo direito que nos assiste
de podermos viver e trabalhar no território que é nosso.
A Direcção Regional da USNA/cgtp-in exorta a população a
integrar-se na luta que continuaremos a travar para derrotarmos as políticas e
os governos responsáveis pela acelerada degradação das condições de vida de
toda a população e pela destruição do tecido económico regional.
A todos e a todas o compromisso solene
que, como até aqui, os norte-alentejanos continuarão a contar com o
empenhamento do Movimento Sindical de Classe na defesa dos direitos dos
trabalhadores e de toda a população.
"Maior
que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!"
Rui Barbosa
Viva a Greve Geral!
Vivam os trabalhadores/as norte-alentejanos!
Portalegre, 2012-11-15
A Direcção Regional da União dos Sindicatos do Norte Alentejano/cgtp-in
domingo, 28 de outubro de 2012
A USNA na Luta em defesa dos serviços públicos
Intervenção de Diogo Serra
Hoje iniciámos no Norte Alentejano um processo de
participação cidadã que procura na unidade da acção, a força capaz de alterar o
que a débil densidade populacional e empresarial e a pouca influência eleitoral
lhe tem imposto: o alheamento e mesmo as malfeitorias por parte do Poder que à
distância nos olha como coisa que não tem préstimo, nem sequer eleitoral.
A Plataforma que criámos e que hoje aqui se
apresenta não é ainda a resposta a todos os nossos problemas. Ainda está longe
de incluir todos e todas que podem e a nosso ver devem, vir a integrá-la. Ainda
não conseguiu esbater as hesitações, as desconfianças, a descrença de muitos,
cidadãos e organizações, habituadas a assobiar para o lado, a ver só o seu
umbigo, a acreditarem que ligadas ao poder colherão sempre algum fruto.
Há um longo caminho a percorrer, mas é já um
instrumento que adiciona vontades, junta cidadãos e organizações disponíveis
para trabalharem em conjunto em defesa do Estado Social construído a partir de
Abril e da defesa do direito, que todos temos, de viver e trabalhar nos nossos
territórios, com os mesmos deveres e direitos de quaisquer outros cidadãos e
organizações que vivem em qualquer outro ponto do território nacional.
Caros/as
companheiros/as
-
Destruição do nosso sector produtivo, desde as empresas ditas tradicionais,
Lanifícios, corticeiras, agro-alimentares, rochas ornamentais foram destruídas
e encerraram, outras, apresentadas como do futuro, seguiram o mesmo caminho:
Delphi/Inlan, Subercentro, Johnson Control’s
e mesmo as ligadas ao turismo, considerada por muitos como a salvação do
distrito, nascem e morrem ao mesmo ritmo que as restantes: veja-se a situação
do Hotel de S. Mamede, das Pousadas de Sta Luzia e S. Miguel para citar apenas
duas delas.
- Retirada,
extinção ou encerramento de serviços:
Dezenas
de escolas, centros de saúde e SAPs, postos de correio, transportes públicos.
No que respeita aos transportes rodoviários a
situação não é muito melhor. Que o digam os jovens que estudam em Coimbra e que
tem como “estação mais próxima” o Perdigão.
Estão presos? Foram chamados a repor os montantes roubados? Claro que não.
Alguns deles fazem parte dos detentores das tais
reformas milionárias que continuamos a pagar.
1ª Taxação em 0,25% das
transações financeiras (receita de 2,4 mil
milhõesde
euros);
2ª Progressividade do IRC
(escalão de 33,33%) para as empresas com volume
de negócios superior a 12,5 milhões ( receita de 1,1 mil
3ª Uma sobretaxa de 10%
sobre dividendos distribuídos aos grandes accionistas
(receita de 1,5 mil milhões de euros)
4º Combate à evasão fiscal
(receitas de mil milhões de euros)
5º Redução de 50% dos
encargos públicos com as PPPs (poupança de 769,2
milhões de euros,
6º Revogação de benefícios
fiscais atribuídos ao sector segurador e financeiro e também às fundações
privadas dos grupos económicos (poupança de 689,3 milhões de euros)
7º O banco Central europeu
passar a emprestar aos Estados. À taxa de referência de 0,75% que usa para
emprestar à banca privada, dinheiro que depois os Bancos usam para emprestar
aos estados a 5,6,7,e mais & de juros (a poupança de 4.713,7 milhões de
euros.
E aqui estão cerca de 12 mil milhões de euros.
Só
que o governo não quer este caminho.
Procura conseguir os montantes que necessita nos
bolsos de quem trabalha, dos reformados e pensionistas e aí está o seu
Orçamento de Estado com a proposta de Lei que reduz sistematicamente os
valores dos subsídios de desemprego, do rendimento social de inserção e do complemento
solidário para idosos; com a suspensão do cheque dentista; com a taxação aos
desempregados e aos reformados; .com a redução do salário mínimo nacional.
É absolutamente inaceitável.
É
uma ofensa aos mais pobres dos pobres e um ataque sem precedentes ao Estado
Social e é também uma profunda hipocrisia:
Este
Governo de hipócritas diz com pompa que vai diponibilizar mais verbas para
aumentar as Cantinas sociais ou seja, esta gente que rouba os salários e as
pensões que atira em cada dia mais e mais famílias para a pobreza, está
disponível para lhes garantir a sopa-dos-pobres como fazima alias em pleno
fascismo.
O mesmo
governo enche a boca com o facto de dizem irem garantir um aumento das pensões
mínimas em 1,1%.
Ou seja
vão aumentar em 6 a
9 centimos por dia quem tem pensões que não chegam aos duzentos euros.
Vêm agora, pela voz do
CDS, quando o Movimento Sindical em
Portugal, em Espanha, na Grécia…
convocaram greve gerais para o próximo dia 14 de Novembro, defender o
sonho fascista de acabar com o direito à greve e partir a espinha aos
sindicatos. É um desejo antigo mas que já confirmaram de difícil concretização.
Mas quero daqui recordar-lhes a sugestão a que o deputado Bruno Dias deu voz
na Assembleia da Republica.
"Querem
que as greves acabem? É simples - parem de roubar quem trabalha!
Quem
luta, quem faz greve, não está a divertir-se numa festa: para além de perder o
dia de salário, está a enfrentar a repressão, as ameaças, as chantagens... e
também os insultos de quem desenterra bafientas diatribes de outros tempos.
E
quero por fim convidar-vos a continuarem a dar os passos necessários na
construção do caminho que nos há-de libertar desta tortura e anunciar-vos que
também aqui iremos cumprir a greve geral e para ela contamos com todos e todas
que não se rendem, todos e todas que apostam na luta para garantirmos aos
nossos filhos e netos o direitos que todos temos de vivermos com dignidade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


