JÁ NÃO BASTA
INDIGNARMO-NOS. A HORA É DE TOMAR PARTIDO E...AGIR!
O governo apresentou recentemente na
Assembleia da Republica a sua proposta de Orçamento de Estado para o próximo
ano que , ao que se sabe, amplia de forma exponencial a destruição de direitos
e conquistas que Abril nos trouxe a Constituição consagra.
Um antigo primeiro ministro que
ficou na nossa memória pelo roubo de direitos e pela venda ao desbarato dos
nossos principais recursos, apressou-se a vir dizer-nos que o que aí vem é
muito pouco e que são precisas alianças que permitam o "assalto
final".
Na Assembleia da Republica o Grupo
Parlamentar que se bate pela destruição de Abril e da Constituição que o
consagra, transforma diariamente a Casa da Democracia num circo (mau) e usa a chicana
politica para dar palco às mentiras e ódio que os seus avençados disseminam na rua.
Os outros partidos que endeusam o capital (os que abertamente
o defendem e os que dizendo por vergonha que o querem combater) apoiam as medidas
que o protegem ou, combatem-no através
das violentíssimas abstenções.
Enquanto isto os seus papagaios nos
territórios mais os megafones que detêm na comunicação social que dominam
afadigam-se a inundar-nos com toneladas de propaganda sobre a bondade das suas ideias e ações ou, por vezes também
argumentam, com a falta de meios para fazer o que faz falta.
O Orçamento que todos vão votar (as
exceções virão dos que teimam em não abdicar dos seus valores) é como todos os
orçamentos um enunciado de valores e de opções. É bom, não duvido, para os que
comandam o governo , a Europa dita unida, os merceeiros da guerra.
É excelente, reconheço, para o
grande capital. Para a banca, os grandes retalhistas, as principais cotadas em
bolsa. As mesmas a quem o governo dá borlas fiscais e cria a condições para
abocanharem milhões ao dia.
É, estou certo, um bom orçamento
para os senhores da guerra ou para o fascismo renascente com expressão máxima
no território, governo e aliados ucranianos.
Não o é, para os portugueses na sua
maioria. Os que precisam, utilizam e sofrem com os ataques ao Serviço Nacional
de Saúde. Os estudantes sem professores e sem escolas e os muitos que já não
tem recursos para continuar os estudos. Os trabalhadores que mesmo trabalhando
não conseguem ter casa, se reinventam para por comida na mesa, a quem sobra
sempre mês.
Esses não o consideram bom. Esses
que somos nós não podem aceitar sem luta que o OE deste ano e comparativamente
ao ano anterior que já era suficientemente mau, diminua as verbas para a saúde
e aumente desmesuradamente as receitas
para a guerra.
Não, não podemos estar de acordo.
E a exemplo do que se começa a
estender pela Europa dita em União, não podemos, e não iremos ficar apenas pela
indignação.
A hora é, também
aqui, de tomar partido.
É tempo de, também
aqui, passarmos à ação!
Diogo Júlio Serra



