quinta-feira, 5 de novembro de 2026

 A Politica do medo um caminho para a desumanidade.



O nosso país está a vivenciar momentos sublimes de coragem e cidadania concretizados por uma juventude esclarecida, reivindicativa e corajosa.

Trata-se mais uma vez de uma geração que está "à rasca" porque para aí foi atirada pelas politicas de direita de um governo que conseguiu incluir o que de pior tem a extremismo caceteiro e anti-constituição.

É hoje claro que essa juventude valente conseguiu agregar junto a si homens e mulheres de todas as idades e condições em luta por um direito fundamental, o direito à habitação e a todos os outros muitos direitos que os governos da direita teimam em negar-lhes/nos. O Poder. esses mesmos que são os responsáveis pela situação que vivemos respondeu à bastonada tentando levar quem protesta a responder também com violência  permitindo-lhes isolá-los da sociedade etiquetando as lutas como meras modas importadas do estrangeiro, enquanto usava os meios de comunicação que domina, para envenenar os portugueses com as imagens de assaltos e violencia nas ruas de Paris.

Ao mesmo tempo montou uma miserável operação de propaganda procurando catalogar quem protesta como marginais, drogados, vadios, jovens que não estudam nem trabalham, que não se lavam e que nada tem a ver com os problemas da (falta) de habitação.

Tudo falhou. Os jovens e menos jovens em protesto com tendas montadas em espaços publicos de Lisboa e do Porto, mantiveram-se firmes e demonstraram que as manifestaçõers só deixavam de ser pacificas quando as policias do governo entravam em ação, carregando à bastonada ou infiltrando provocadores entre os manifestantes que , como ficou demonstrado eram policias, ativista da extrema direita pró-facista ou num dos casos, ambas as coisas.

O governo da direita e os partidos que o integram ou apoiam sofreram um tremendo revés. A violência era sómente a produzida pelas suas forças policiais. Os malandros, sujos, drogados entre outros epitetos eram tão só a nossa juventude, os muitos trabalhadores, uma faixa significativa da chamada classe média a quem é negado o direito a ter uma habitação condigna, a quem o salário não chega até ao fim do mês. e todos eles representavam também os problemas com que se debatem os membros das forças policiais a quem ordenavam as cargas sobre os manifestantes e, também elas, obrigadas a manifestarem-se para exigirem os msmos direitos.

No final as acampadas saldaram-se por uma estrondosa derrota da direta e do seu governo.

O que ele procurava esconder por detrás das cargas policiais, a sua incompetência para resolver os problemas do país e a gravissima crise habitacional, veio à luz do dia e alimentou e alimenta o debate em todo o país.

O Ministro da Administração Interna acossado por várias frentes mostrou a sua cegueira politica e social. O mesmo que olhava para a sua piscina e só via um tanque também olhou para as cargas policiais à moda do antigamente e só viu um cacete no ar.

Juízes, tribumais e juristas, interventores politicos, inteletuais, instancias internacionais de defesa dos direitos do homem, acorreram em unissumo a declarar a legalidade dos protestos e a violência utilizada.

Hoje, os apoiantes da ação governamental ficam-se pelo próprio governo, por parte dos partidos que o suportam e pela extrema direita a da gravata e a do cacete. Fora disso apenas os que já desistiram de ser humanos e escrevinham nas redes sociais, ou na comunicação social que pagam.

A tentativa de usar mais uma vez a armo do medo, falhou! 

Que viva a Juventude Portuguesa. Essa juventude que no sec. XIV defendeu o Mestre, no sec XVII garantiu a restauração da Independência, no sec. XX implantou a Republica e restaiurou a democaricia com o 25 de Abri.

Essa juventude a quem a direta gosta de chamar rasca mas que sendo uma Juventude à rasca, agora, de novo, se levanta e luta em defesa do que herdou e quer legar aos seus proprios filhos. O direto de ser GENTE!