No Alto Alentejo as "autárquicas"
ainda mexem.
Em Elvas a semana encerrou com a tomada
de posse dos autarcas eleitos mas não encerrou a controvérsia e os ataques
pessoais entre eles. E tudo à volta dos arranjos "necessários" ao
garantir do funcionamento de uma autarquia cuja composição é: 2 eleitos , um
deles o Presidente, do Movimento de Rondão de Almeida, 2 eleitos pela extrema
direita, dois pelo Partido Socialista e um pela coligação PPD/CDS.
Também na nossa cidade já foram
empossados os eleitos em 12 de outubro. Aqui sem necessidade de quaisquer
alianças para viabilizar os executivos mas ainda assim com uma
"confusão" com um eleito na Assembleia Municipal que concorreu pela
CLIP mas cujo mandato é reivindicado pela direita modernaça que se expressa no
IL.
Eu que com dezenas de Portalegrenses
assisti ao acto de posse, fiquei agradavelmente surpreendido com o discurso da
Sra. Presidente. Bem estruturado, recordando as carências principais que todas
as forças politicas haviam colocado nos seus próprios diagnósticos, o
esquecimento do transporte ferroviário, não terá passado disso mesmo;
esquecimento, apostado na procura de fugir aos caminhos da prepotência que o
resultado conseguido permitiria e a lançar pontes a todos os portalegrenses e
às candidaturas que se lhe opuseram. Gostei!
Já o que nos chega vindo dos Poderes
sediados em Lisboa e em Bruxelas, e a comunicação social dita de referência
amplifica, me deixa forte preocupação..
A destruição do Serviço Nacional de Saúde
é como todos já nos apercebemos uma estratégia friamente aplicada e não como poderíamos
pensar qualquer incapacidade da ministra em gerir aquela pasta.
O mesmo no que concerne ao criminoso
prazer de nos arrastarem, ao país e à União que nos "aprisionou", para
a guerra. Por enquanto obrigando-nos a alimentá-la à custa do nosso próprio
alimento mas apontando perigosamente para que no curto prazo a alimentemos com
sangue e morte dos nossos filhos e netos.
A comunicação social ajuda a festa.
Nos meios da comunicação social
tradicional e nas redes sociais a tónica é constante: para a guerra. A
guerra é que é o caminho.
País e União Europeia de joelhos perante
os poderosos do mundo e em particular o imperialismo ianque (apesar de Trump a
quem gostam de "xingar"), não hesitam: compre-se mais caro aos americanos
o que antes se comprava mais barato aos russos; gaste-se em armas (americanas)
o que se devia gastar em saúde ou habitação ofereçam-se milhões para manter a
guerra e cortem-se mais uns milhões na saúde.
Entretanto neste país do faz de conta
elege-se a proibição da "burka" como desígnio nacional e o medo como
instrumento castrador da nossa liberdade.
Os DDT's através do seu governo e da sua
comunicação social continuam a trabalhar o nosso medo enquanto as politicas do
ódio nos preparam para vermos como inimigos aqueles que como nós são as vítimas
do sistema.
Medo e preconceito para não vermos ou
esquecermos que no último triénio os bens alimentares de primeira necessidade
aumentaram mais de 30%, as rendas de casa mais de 20%, a água, eletricidade,
gás e combustíveis 21,7% e as despesas com o crédito à habitação cerca de 50%,
quando só em 2024 os cinco maiores bancos a operarem em Portugal lucraram quase
5.000 milhões de euros.
É caso para gritar.
Deixemos em paz quem oculta o corpo e só deixa ver os olhos e procuremos que os
outros, muitos mais, que só tem cobertos os olhos, arranquem também a "sua
burka".
Talvez assim
consigamos progredir.
Diogo Júlio Serra


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