quarta-feira, 5 de novembro de 2025

No Alto Alentejo as "autárquicas" ainda mexem.

 

No Alto Alentejo as "autárquicas" ainda mexem.

 

Em Elvas a semana encerrou com a tomada de posse dos autarcas eleitos mas não encerrou a controvérsia e os ataques pessoais entre eles. E tudo à volta dos arranjos "necessários" ao garantir do funcionamento de uma autarquia cuja composição é: 2 eleitos , um deles o Presidente, do Movimento de Rondão de Almeida, 2 eleitos pela extrema direita, dois pelo Partido Socialista e um pela coligação PPD/CDS.

 

Também na nossa cidade já foram empossados os eleitos em 12 de outubro. Aqui sem necessidade de quaisquer alianças para viabilizar os executivos mas ainda assim com uma "confusão" com um eleito na Assembleia Municipal que concorreu pela CLIP mas cujo mandato é reivindicado pela direita modernaça que se expressa no IL.

 

Eu que com dezenas de Portalegrenses assisti ao acto de posse, fiquei agradavelmente surpreendido com o discurso da Sra. Presidente. Bem estruturado, recordando as carências principais que todas as forças politicas haviam colocado nos seus próprios diagnósticos, o esquecimento do transporte ferroviário, não terá passado disso mesmo; esquecimento, apostado na procura de fugir aos caminhos da prepotência que o resultado conseguido permitiria e a lançar pontes a todos os portalegrenses e às candidaturas que se lhe opuseram. Gostei!

 

Já o que nos chega vindo dos Poderes sediados em Lisboa e em Bruxelas, e a comunicação social dita de referência amplifica,  me deixa forte preocupação..

 

A destruição do Serviço Nacional de Saúde é como todos já nos apercebemos uma estratégia friamente aplicada e não como poderíamos pensar qualquer incapacidade da ministra em gerir aquela pasta.

 

O mesmo no que concerne ao criminoso prazer de nos arrastarem, ao país e à União que nos "aprisionou", para a guerra. Por enquanto obrigando-nos a alimentá-la à custa do nosso próprio alimento mas apontando perigosamente para que no curto prazo a alimentemos com sangue e morte dos nossos filhos e netos.

 

A comunicação social ajuda a festa.

 

Nos meios da comunicação social tradicional e nas redes so­ciais a tó­nica é cons­tante: para a guerra. A guerra é que é o ca­minho.

 

País e União Europeia de joelhos perante os poderosos do mundo e em particular o imperialismo ianque (apesar de Trump a quem gostam de "xingar"), não hesitam: compre-se mais caro aos ame­ri­canos o que antes se com­prava mais ba­rato aos russos; gaste-se em armas (ame­ri­canas) o que se devia gastar em saúde ou ha­bi­tação ofereçam-se milhões para manter a guerra e cortem-se mais uns milhões na saúde.

 

Entretanto neste país do faz de conta elege-se a proibição da "burka" como desígnio nacional e o medo como instrumento castrador da nossa liberdade.

 

Os DDT's através do seu governo e da sua comunicação social continuam a trabalhar o nosso medo enquanto as politicas do ódio nos preparam para vermos como inimigos aqueles que como nós são as vítimas do sistema.

Medo e preconceito para não vermos ou esquecermos que no último triénio os bens alimentares de primeira necessidade aumentaram mais de 30%, as rendas de casa mais de 20%, a água, eletricidade, gás e combustíveis 21,7% e as despesas com o crédito à habitação cerca de 50%, quando só em 2024 os cinco maiores bancos a operarem em Portugal lucraram quase 5.000 milhões de euros.

 

É caso para gritar. Deixemos em paz quem oculta o corpo e só deixa ver os olhos e procuremos que os outros, muitos mais, que só tem cobertos os olhos, arranquem também a "sua burka".

Talvez assim consigamos progredir.

Diogo Júlio Serra





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