"Greve geral é
uma questão política" e vem de um sindicato que se "revê em regimes
onde não é permitido fazer estas greves"
É desta forma que João
Marques de Almeida, comentadeiro da CNN e megafone avençado do capital
critica a CGTP-IN por ter
convocado uma greve geral como resposta à declaração de guerra que lhe foi
lançada pelo grande patronato através do seu (deles) governo.
O Megafone desconhece, estranho seria que
conhecesse, que a Central Sindical dos Trabalhadores Portugueses, a
Intersindical, nasceu em pleno fascismo, em situações que ele, felizmente, só
conhece porque ouviu dizer ou leu, e
seguramente ouviu e leu mal.
Afirmar a sua discordância com a Greve Geral é
perfeitamente normal. Tanto mais que ele não é seguramente trabalhador por
conta de outrém, será, quanto muito, um "colaborador" - é mais
modernaço - embora não deixe de auferir alguns "cobres" pelos
serviços que presta ao seu deus-capital. O que não é normal é ele, que
claramente não é trabalhador (é quanto muito colaborador) e muito menos
sindicalizado, opinar - sentenciar onde e em que regimes se revê a
INTERSINDICAL.
O Senhor João Marques de Almeida, o nome é o
que menos interessa, podia ser José Xico ou Amélia, vê e fala com os olhos e a
voz de quem lhe paga. Não consegue, ou não pode, ver as razões que justificam a
resposta dos trabalhadores.
Não vê, ou finge não ver, que o grande
patronato, o seu governo e os seus partidos que agora são maioritários na Assembleia
da Republica se preparam para o "acerto de contas" com o 25 de Abril
e a democracia que o consagra.
Não vê, ou finge não ver, que esta é a terceira
tentativa, desta vez numa conjuntura muito mais favorável a tais desejos, de
"partir a espinha à Intersindical" e não é por esta se rever, como
malevolamente afirma, em "regimes onde não é permitido fazer greves"
é, isso sim, para desarmar os trabalhadores, impedindo-lhes defenderem os seus
direitos, impedindo-os de defender a própria democracia.
Hoje como sempre os trabalhadores portugueses
saberão defender os seus direitos e as suas organizações do capital que os
confronta deste e de todos "Joões de Almeida", por mais bem pagos e
amestrados que lhes apareçam.
Greve Geral é uma questão politica? Claro que
é!

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