domingo, 16 de novembro de 2025

GREVE GERAL É POLITICA? CLARO QUE É!



"Greve geral é uma questão política" e vem de um sindicato que se "revê em regimes onde não é permitido fazer estas greves"

É desta forma que João Marques de Almeida, comentadeiro da CNN e megafone avençado  do capital  critica a CGTP-IN  por ter convocado uma greve geral como resposta à declaração de guerra que lhe foi lançada pelo grande patronato através do seu (deles) governo.

O Megafone desconhece, estranho seria que conhecesse, que a Central Sindical dos Trabalhadores Portugueses, a Intersindical, nasceu em pleno fascismo, em situações que ele, felizmente, só conhece porque  ouviu dizer ou leu, e seguramente ouviu e leu mal.

Afirmar a sua discordância com a Greve Geral é perfeitamente normal. Tanto mais que ele não é seguramente trabalhador por conta de outrém, será, quanto muito, um "colaborador" - é mais modernaço - embora não deixe de auferir alguns "cobres" pelos serviços que presta ao seu deus-capital. O que não é normal é ele, que claramente não é trabalhador (é quanto muito colaborador) e muito menos sindicalizado, opinar - sentenciar onde e em que regimes se revê a INTERSINDICAL.

O Senhor João Marques de Almeida, o nome é o que menos interessa, podia ser José Xico ou Amélia, vê e fala com os olhos e a voz de quem lhe paga. Não consegue, ou não pode, ver as razões que justificam a resposta dos trabalhadores.

Não vê, ou finge não ver, que o grande patronato, o seu governo e os seus partidos que agora são maioritários na Assembleia da Republica se preparam para o "acerto de contas" com o 25 de Abril e a democracia que o consagra.

Não vê, ou finge não ver, que esta é a terceira tentativa, desta vez numa conjuntura muito mais favorável a tais desejos, de "partir a espinha à Intersindical" e não é por esta se rever, como malevolamente afirma, em "regimes onde não é permitido fazer greves" é, isso sim, para desarmar os trabalhadores, impedindo-lhes defenderem os seus direitos, impedindo-os de defender a própria democracia.

Hoje como sempre os trabalhadores portugueses saberão defender os seus direitos e as suas organizações do capital que os confronta deste e de todos "Joões de Almeida", por mais bem pagos e amestrados que lhes apareçam.

Greve Geral é uma questão politica? Claro que é!

Diogo Serra

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